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Enfim, a cidadania acontece
Na manhã do dia 26 de fevereiro, uma parceria entre a Prefeitura de Canoas e a empresa de ônibus Sogal entregou aos 50 mil usuários do transporte coletivo da cidade 64 veículos novos, disponibilizados a partir de 1º de março. A renovação ocorreu com um grande evento ao ar livre. Acadefianos marcaram presença, pois 34 veículos são adaptados para deficientes físicos.
Por isso, parabenizamos a administração municipal e a Sogal, no momento em que o sistema de transporte público de Canoas é modificado, possibilitando acesso às pessoas com mobilidade reduzida.
Canoas têm conceito nacional como cidade referência no atendimento e na garantia dos direitos das pessoas com deficiência. E a partir de agora, podemos dizer com orgulho que também garante o direito de ir e vir a todos os seus cidadãos. Com certeza, muitos até então excluídos, terão a chance de transitar livremente para ir à busca da convivência, da saúde, da educação, do lazer e até mesmo de um emprego.
A Associação irá ajudar no novo processo de mobilidade da cidade, mapeando os endereços dos deficientes físicos moradores de Canoas, para que os itinerários e horários sejam feitos de acordo com a necessidade do público. Além da reivindicação de uma parada de ônibus em frente a sua sede.
POR ISSO, PROCURE A ACADEF PARA INFORMAR ONDE MORA. Faça pessoalmente, pelo telefone 3466-9621, ou pelo e-mail atendimento@acadef.com.br. Faça a sua parte!
Jorge Cardoso
Gerente-geral da ACADEF |
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Bons Ventos
Quando tudo está se modificando, para melhor ou pior, temos que ficar atentos às oportunidades. Para a Acadef isso é prática. O ano de 2008 foi de expectativas – eleições municipais, olimpíadas, paraolímpiadas (que revelaram o talento que temos para a superação), recessão americana, eleição do primeiro presidente negro dos Estados Unidos, mudança no cenário político de Canoas - entre os mais lembrados. Aproveitamos para fazer ajustes e observar o cenário. Porém sempre firmes anotamos todos os recados, críticas, sugestões e conciliamos um período de exercícios do aprender. Saber que, se temos o barco e a vela fortes, teremos mais chance de navegar em águas revoltas e aportar sem maiores danos.
Chegou o final do ano e revelações outras nos deram ânimo para prever um 2009 mais próspero, sem diminuir o trabalho e o compromisso. A Acadef, já consolidada como entidade capaz de desenvolver projetos em diversas áreas, irá expandir seus serviços de saúde e reabilitação física, pronta para atender a região metropolitana de Porto Alegre e parte de Vale do Sinos. Está estruturando sua equipe para oferecer assessoria técnica em acessibilidade e investirá mais na qualidade de vida dos seus beneficiários e associados (funcionários, parceiros e voluntários).
Expandiremos nossa capacidade total de atendimento sem fazer assistencialismo – nosso eterno propósito. Temos espaços novos, quadra poliesportiva, mais salas de atendimento, mais profissionais, mais serviços e mais produtos. O modo moderno de gerenciar a Acadef, sem deixar de ser uma entidade de pessoas com deficiência, não deixa dúvidas quanto seu propósito explicito na missão.
Quando comemorará seu Jubileu de Prata (25 anos), em maio de 2009, estará com suas velas içadas e na direção dos ventos. Talvez, ainda em águas agitadas, mas com mãos firmes no leme – todas as mãos – estas que sempre contamos e somos gratos quando desejamos um natal de paz e um excelente ano vindouro, com resultados que reafirmem o valor de todos os seres humanos.
Tarcízio T. Cardoso
Presidente da ACADEF |
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Agora, a sigla é PCD.
Entenda porquê!
Os movimentos mundiais de pessoas com deficiência, incluindo os do Brasil, debateram o nome pelo qual elas desejam ser chamadas. Mundialmente, já fecharam a questão: querem ser chamadas de "pessoas com deficiência" em todos os idiomas. E esse termo faz parte do texto da Convenção Internacional para Proteção e Promoção dos Direitos e Dignidade das Pessoas com Deficiência, aprovada pela Assembléia Geral da ONU em 2004 e a ser promulgada posteriormente através de lei nacional de todos os países-membros.
Votação no Senado - Com 56 votos favoráveis, o Plenário do Senado aprovou, em 2 de julho de 2008, o projeto de decreto legislativo (PDS 90/08) que aprova os textos da Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência da Organização das Nações Unidas (ONU) e de seu Protocolo Facultativo, assinados em Nova York, em 30 de março de 2007.
O texto da convenção define como “pessoas com deficiência” as que têm impedimentos de longo prazo de natureza física, mental, intelectual ou sensorial, os quais, em interação com diversas barreiras, podem obstruir sua participação plena e efetiva na sociedade em igualdade de condições com as demais pessoas.
Assim, entre outras definições ficou definido que no Brasil, serão utilizadas determinações da ONU, trasnformando a expressão Pessoa com Deficiência (PCD), a oficial utilizada no país.
Fontes:www.icepbrasil.com.br e Agência Senado |
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Fortalecimento dos Conselhos de Direitos da Pessoa com Deficiência
A criação, consolidação e fortalecimento dos conselhos de direitos da pessoa com deficiência é uma prioridade do CONADE neste momento histórico. A nossa participação direta no processo de definição e elaboração de políticas públicas pressupõe debate qualificado pelo movimento social protagonizado por nós, pessoas com deficiência. Sabemos que o momento é propício. No âmbito internacional, forças se articulam para alavancar a construção da rede de proteção social, buscando a garantia de nossos direitos. No Brasil, reconhecemos a fragilidade de nossa articulação e acreditamos em nosso poder de superação, a partir da ação coletiva.
A formação de novas lideranças capazes de dialogar com os diversos setores da sociedade e mobilizar o segmento na defesa legítima de nossos interesses é imperioso. O exercício efetivo do controle social não é uma prática comum entre nós. Cabe ao CONADE , coordenar mediar e liderar este processo de aprendizado , na busca da construção deste novo paradigma: participação, controle social e defesa de direitos.
A primeira reunião do CONADE com os Conselhos Estaduais objetivou o início deste processo. Construir juntos a proposta de Capacitação Nacional de Conselheiros e potenciais conselheiros, preparar o III Encontro Nacional de Conselhos e a II Conferência Nacional é um desafio imposto, sobretudo, ao movimento organizado de pessoas com deficiência.
Envolver o executivo, legislativo, órgãos de defesa de direitos e toda sociedade é uma tarefa de todos nós. Norteados pelas deliberações da I Conferência Nacional, é hora de sacudirmos a poeira deixada por um t empo de tutela e sairmos a campo em busca da concretização e aperfeiçoamento das políticas instituídas. Ampliar o número de conselhos de direitos da pessoa com deficiência não é apenas uma questão matemática. É, principalmente, uma estratégia para nos organizarmos melhor, comprometermos a sociedade civil e o poder público com a implementação de ações que promovam nossa autonomia e dignidade social.
Martinha Clarete Dutra
Coord. Comissão Permanente
de Articulação de Conselhos do CONADE
Fonte: Informativo Conade/Julho 2007 |
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Tudo evolui. Você também pode evoluir.
Tarcízio T. Cardoso *
É natural que, além dos direitos das pessoas com deficiência estarem sendo exercidos, os deveres de cidadãos também devem seguir a mesma diretriz. Há pouco tempo atrás se falava em garantir direitos através de instrumentos legais. Agora se discute a validação desses instrumentos, pois a prática deles revelou que existem mais pessoas com deficiência capazes de exercer cidadania do que se estimava nos anos 80.
O direito a compra de veículos automotores, por exemplo, está em constante discussão na pauta do Conselho Nacional de Política Fazendária.
Nota-se aí, que muitas pessoas com deficiência estão adquirindo o seu carro, não aquele sonhado, mas o que garante o pleno direito de ir e vir.
Outro exemplo: com a evolução da discussão e implantação do Sistema Único de Assistência Social, pode pôr em risco a garantia do Benefício da Prestação Continuada, aquele salário mínimo que garante condições de sobrevivência a muitos com deficiência.
Falando de deveres, se a pessoa com deficiência não procurar sua própria evolução, ou seja, estudar, capacitar-se, qualificar-se, trabalhar e até mesmo manifestar-se como ente social, estará correndo risco de não usufruir dos direitos discutidos e modificados.
Portanto, se a luta das pessoas com deficiência é a igualdade de direitos para o pleno exercício da cidadania e se estão sendo rediscutidos esses direitos na perspectiva de que se deve oferecer os meios para este exercício, o bom senso indica que a igualdade é uma equação que: soma o fator ambiente acessível e inclusivo com o “empoderamento” através da evolução pessoal. |
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*Presidente da Acadef |
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